Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras.
Porque, da muita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo da multidão das palavras. -Eclesiastes 5:2-3
Diante de toda esfera contemporânea , percebemos que talvez algumas de nossas “muitas palavras” não foram geradas no silêncio”.
Falamos e falamos, escrevemos e escrevemos, postamos e postamos . Se você notar verá que esse tempo do qual vivemos que está além de sua infância,( ou seja , produzíamos menos palavras e informações) o contexto de inúmeras informações trocadas e lançadas em nosso convívio. Melhor dizendo, palavras, pois creio que informações sejam algo muito mais rico e agregador para ser plenamente mencionada como um conceito.
Quer em redes sociais , blogs, e-mails, PowerPoint, msn, torpedos etc..etc… infestados em nossas caixas de emails e se colocarmos na peneira, pouca coisa se aproveita. Porque não foram geradas no silêncio, na observância, na reflexão e na ponderação. No fundo chegamos a uma grande conclusão: “faltou-nos sabedoria”.
Estamos vivendo o auge da futilidade, a superflubilidade na vida cotidiana, se expõe como um vício, onde para alguns se agregou, impregnou-se em suas vidas, em seu dia a dia, e para alguns não conseguem se livrar … já faz parte do indivíduo. E se você detectar ou mencionar esse agravante fútil, com certeza a pessoa não admitirá e irá se ofender com tal observação.
Não iremos estranhar se de repente a psiquiatria agregar a futilidade cibernética como um distúrbio clinico patológico. A informação não pensante, sem profundidade, sem ter algo agregador, sendo facilmente propagada e incorporada em aspecto massificante e receptivo por um grande número de pessoas sem nenhuma resistência. Como músicas sem conteúdo edificante, danças com gestos e outras coisinhas mais.
Com tudo isso diante de nós! Informações superficialmente geradas, tão descuidadas , onde estamos falando cada vez mais sobre cada vez menos, acabará com o silêncio que nos abriria para a voz do espírito que geme dentro de nós. Com essa conclusão, em nossos dias , precisamos aprender a ficar quietos. A esperar, a segurar a língua, a observar, a ponderar, a refletir.
O silêncio cultiva o solo do nosso coração para que as palavras de vida possam germinar e criar raiz. Assim quando chegar a hora de falar, nossas palavras fluirão como águas de uma fonte silenciosa.
Mas os ímpios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar, e as suas águas lançam de si lama e lodo. Is 57:20
Beijos em seu coração!
Pr joao Wojcicki







2 comentários em “O ruído das palavras barulhentas”
“Segurando a língua” sendo tardiu no falar, digitar, “compartilhar”
Efésios 4:29
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem.